Já não escrevo umas linhas neste cantinho há algum tempo...ainda assim de quando em quando visito alguns (cada vez menos blogues) e no meu preferido (não digo qual porque ele sabe bem qual é!) deixei a promessa de voltar a postar...e tudo a propósito de como os outros nos vêem...
Feito este preambulo ( o que eu mais gosto nos blogues é que como isto é meu, eu faço o que muito bem entendo desde preambulos, introduções e um dia destes até uma notinha de rodapé me hei-de dar ao trabalho de colocar) eis o...post!
Não fui nem sou uma pessoa certinha. Felizmente. Porque as pessoas certinhas sempre me mexeram com os nervos, o que a mim diga-se de passagem não é muito difícil de acontecer...Mas adiante. Dizia eu que não sou uma pessoa de percursos certos. Enquanto a maior parte das pessoas do meu ano na faculdade está casada, cheia de filhos, mais gordos e portanto "mais estáveis". Eu sou a doidivanas que vai para os copos, que não tem emprego com horário certinho, que tanto posso estar aqui, como em Xangai, que adoro uma boa festa, que não tenho que mudar a fralda a nenhuma criança, a não ser às que quero porque me apetece rebolar no chão a brincar com os meus sobrinhos, ou com os filhos dos meus amigos, que acorda tarde ao fim de semana, enfim sou uma....inconstante. Ou, nas palavras de uma amiga, daquelas que é amiga por inerencia uma vez que é casada com um amigo nosso, a que "anda um pouco desequilibrada", sobre uma fase menos boa que passei e que pelos vistos até ela e o marido passam, mas no caso deles...é o stress...no meu, ou de quem como eu não for casada, nem tiver filhos é "efeito de um qualquer desequilibrio".
Sou desequilibrada. Admito. E sou desequilibrada se assim se entender quem chora quando lhe apetece e ri porque sim, sou desequilibrada se me apetece mandar este mundo e aquele dar uma volta e se não aturo "sacanagem".
Sou inconstante. Admito. E sou inconstante se por inconstante se entender alguém que não tem um local de chegada, mas que todos os locais de chegada são ao mesmo tempo locais de partida. Sou inconstante se for esse o nome a que se dá a quem não se conforma...com o tudo e com o nada. Sou inconstante se isso significa que sou uma aventureira, que gosto do jogo e da procura desenfreada por algo...mas é nesse desequilibrio e nessa inconstância que sou feliz, ou como costumo dizer que vivo os meus momentos felizes. E é aí que encontro o meu equilíbrio, aquele que os ditos certinhos nunca hão-de perceber. Digo eu.
PS: A partir do momento em que "assentei" e leia-se este assentar no conceito dessa minha "amiga por inerência" (ou seja, namoro...) que passei a ser uma pessoa muito mais equilibrada! Pois sim...