Terça-feira, Outubro 30, 2007

Eterna insatisfeita

Tenho um emprego que adoro; tenho um gajo de que gosto como nunca pensei ser possível; tenho um núcleo pequeno de amigos para o que der e vier; tenho uma família que finalmente percebi é fantástica e mesmo assim nos últimos tempos sinto falta de algo...algo que não sei especificar...

Terça-feira, Junho 26, 2007

Inconstante...

Já não escrevo umas linhas neste cantinho há algum tempo...ainda assim de quando em quando visito alguns (cada vez menos blogues) e no meu preferido (não digo qual porque ele sabe bem qual é!) deixei a promessa de voltar a postar...e tudo a propósito de como os outros nos vêem...
Feito este preambulo ( o que eu mais gosto nos blogues é que como isto é meu, eu faço o que muito bem entendo desde preambulos, introduções e um dia destes até uma notinha de rodapé me hei-de dar ao trabalho de colocar) eis o...post!

Não fui nem sou uma pessoa certinha. Felizmente. Porque as pessoas certinhas sempre me mexeram com os nervos, o que a mim diga-se de passagem não é muito difícil de acontecer...Mas adiante. Dizia eu que não sou uma pessoa de percursos certos. Enquanto a maior parte das pessoas do meu ano na faculdade está casada, cheia de filhos, mais gordos e portanto "mais estáveis". Eu sou a doidivanas que vai para os copos, que não tem emprego com horário certinho, que tanto posso estar aqui, como em Xangai, que adoro uma boa festa, que não tenho que mudar a fralda a nenhuma criança, a não ser às que quero porque me apetece rebolar no chão a brincar com os meus sobrinhos, ou com os filhos dos meus amigos, que acorda tarde ao fim de semana, enfim sou uma....inconstante. Ou, nas palavras de uma amiga, daquelas que é amiga por inerencia uma vez que é casada com um amigo nosso, a que "anda um pouco desequilibrada", sobre uma fase menos boa que passei e que pelos vistos até ela e o marido passam, mas no caso deles...é o stress...no meu, ou de quem como eu não for casada, nem tiver filhos é "efeito de um qualquer desequilibrio".

Sou desequilibrada. Admito. E sou desequilibrada se assim se entender quem chora quando lhe apetece e ri porque sim, sou desequilibrada se me apetece mandar este mundo e aquele dar uma volta e se não aturo "sacanagem".

Sou inconstante. Admito. E sou inconstante se por inconstante se entender alguém que não tem um local de chegada, mas que todos os locais de chegada são ao mesmo tempo locais de partida. Sou inconstante se for esse o nome a que se dá a quem não se conforma...com o tudo e com o nada. Sou inconstante se isso significa que sou uma aventureira, que gosto do jogo e da procura desenfreada por algo...mas é nesse desequilibrio e nessa inconstância que sou feliz, ou como costumo dizer que vivo os meus momentos felizes. E é aí que encontro o meu equilíbrio, aquele que os ditos certinhos nunca hão-de perceber. Digo eu.

PS: A partir do momento em que "assentei" e leia-se este assentar no conceito dessa minha "amiga por inerência" (ou seja, namoro...) que passei a ser uma pessoa muito mais equilibrada! Pois sim...

Segunda-feira, Abril 30, 2007

Saudades

É bom ter saudades.

Terça-feira, Abril 24, 2007

As voltas que a vida dá...

Tudo começou por acaso. Num jantar de amigos, ficaram sentados frente a frente. Não se conheciam, apesar de virem a descobrir que as pessoas que os rodeiam são quase todas elas comuns. Pegam-se durante todo o jantar. E ele provocador, diz-lhe que ela não consegue o número de telemóvel dele. Jogadora convicta aceita o desafio e responde rápido: "não acabo esta noite sem o teu número". Estava dado o mote. E a verdade é que não acabou mesmo. Ele próprio arranjou maneira de lhe facilitar a vida. E nesse mesmo dia falaram ao telefone durante quatro horas seguidas. As mesmas que os respectivos telemóveis o permitiram. Aquilo que à partida era apenas mais uma brincadeira e um pequeno flirt tornou-se em algo mais. Passados quinze dias de se conhecerem estavam a dar o primeiro beijo. E passados seis meses não há um único dia em que não se tenham falado, mesmo que por vezes as viagem de trabalho os arrastem para outros mundos.
Estão juntos e isso deixa-os de sorriso estúpido na cara.
Mas as fases para este estado de graça foram mais que muitas.
Primeiro a dificuldade dela em assumir que "sim, namoramos".
Segundo a dificuldade dela em perceber exactamente o que sentia. Quando estavam juntos sentia-se bem, mas quando ficava só equacionava tudo e perguntava "mas se eu nem sinto a falta dele porque é que estou a entrar nisto?". E finalmente veio a fase dos quatro dias. Passavam fins de semana juntos, andavam de mão dada, bebiam as palavras um do outro, mas no fim do terceiro dia...apetecia-lhe fugir...pôr-se a milhas daquela tranquilidade. Precisava de se isolar, nem que fosse por horas. Até que finalmente os stresses foram-se e hoje sente-se nas nuvens. Não faz planos a longo prazo. Mas já o deixa falar do futuro. E pensa: "o dia de amanhã ninguém sabe, e hoje sei exactamente o que quero e porque quero".

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As voltas que a vida dá...

Tudo começou por acaso. Num jantar de amigos, ficaram sentados frente a frente. Não se conheciam, apesar de virem a descobrir que as pessoas que os rodeiam são quase todas elas comuns. Pegam-se durante todo o jantar. E ele provocador, diz-lhe que ela não consegue o número de telemóvel dele. Jogadora convicta aceita o desafio e responde rápido: "não acabo esta noite sem o teu número". Estava dado o mote. E a verdade é que não acabou mesmo. Ele próprio arranjou maneira de lhe facilitar a vida. E nesse mesmo dia falaram ao telefone durante quatro horas seguidas. As mesmas que os respectivos telemóveis o permitiram. Aquilo que à partida era apenas mais uma brincadeira e um pequeno flirt tornou-se em algo mais. Passados quinze dias de se conhecerem estavam a dar o primeiro beijo. E passados seis meses não há um único dia em que não se tenham falado, mesmo que por vezes as viagem de trabalho os arrastem para outros mundos.
Estão juntos e isso deixa-os de sorriso estúpido na cara.
Mas as fases para este estado de graça foram mais que muitas.
Primeiro a dificuldade dela em assumir que "sim, namoramos".
Segundo a dificuldade dela em perceber exactamente o que sentia. Quando estavam juntos sentia-se bem, mas quando ficava só equacionava tudo e perguntava "mas se eu nem sinto a falta dele porque é que estou a entrar nisto?". E finalmente veio a fase dos quatro dias. Passavam fins de semana juntos, andavam de mão dada, bebiam as palavras um do outro, mas no fim do terceiro dia...apetecia-lhe fugir...pôr-se a milhas daquela tranquilidade. Precisava de se isolar, nem que fosse por horas. Até que finalmente os stresses foram-se e hoje sente-se nas nuvens. Não faz planos a longo prazo. Mas já o deixa falar do futuro. E pensa: "o dia de amanhã ninguém sabe, e hoje sei exactamente o que quero e porque quero".

Quinta-feira, Março 15, 2007

...

Há alturas em que aquilo que digo, por mais fortes que sejam as palavras, é tão pequenino para descrever aquilo que realmente sinto.

Segunda-feira, Março 12, 2007

Simples...

Sou burra. Admito.
Precisei de uma data de anos para perceber que a vida é afinal tão simples. Que não há vidas complicadas. Que os relacionamentos a dois são ainda mais simples do que a vida em geral. E que somos nós na nossa ansia de tapar o sol com a peneira que complicamos o que afinal não é mais do que uma regra de três simples. Somos nós que complicamos tudo e que nos deixamos enredar nas meias palavras, nas indecisões. E não digo isto só pela minha experiência pessoal, digo-o pelo que vejo à minha volta.
A vida é clara. Clarinha como água. E quando assim não é, é porque estamos a viver de forma errada.

Domingo, Março 04, 2007

Amizades coloridas III

Gosto de amizades coloridas. Ou se calhar, gosto da ambiguidade que o termo implica. Não gosto de rótulos fechados, daqueles que se colam e que não há volta a dar à questão. E para aqueles que se opõem tanto ao termo deixo apenas dois exemplos de algo que começou por ser "apenas" uma amizade colorida.

Exemplo um:
Uma ela, e um ele. Encontram-se num jantar de amigos. Ficam sentados perto um do outro, passam o jantar a implicar um com o outro. Saem em grupo, trocam números de telefone. Telefonam-se para continuar o jogo que iniciaram durante o jantar. Falam horas seguidas e dois dias depois estão os dois a jantar. Só que desta vez sozinhos. Quinze dias depois dão o primeiro beijo...e seguem nesse caminho...namoram? Obviamente que não. É demasiado cedo. Estão a conhecer-se, falam, vão ao cinema, jantam e um dia....sem pressas...namoram...

Exemplo dois:
Conhecem-se desde sempre. Passam férias e passagens de ano juntos. Dividem o mesmo quarto, muitas vezes a três, com mais um amigo/a, ele de quando em quando arranja uma namorada, ela também...e um dia porque a noite estava animada acabam aos beijos. Tudo não passou de uma recaída de momento. Afinal acontece a todos. Mas a verdade é que a recaída sucede-se, e aos poucos vão percebendo que...ops...afinal estava mesmo ali...

Como é óbvio em nenhum dos casos, se começa a namorar no momento em que se dá o primeiro beijo. Como é óbvio em nenhum dos exemplos, os dois casais, sabiam muito bem em que se estavam a meter...mas entraram...de cabeça aberta, nuns dias mais que noutros...mas entraram...e afinal tudo é tão simples...sem rótulos, sem pressas, sem tensões, sem confusões...ao sabor dos momentos...

PS (este ps é para ti): Afinal isto é tudo simples...quem diria?:)